Pular para o conteúdo principal

CRÍTICA| Operação Fronteira: um bom elenco para um roteiro mediano



Um dos lançamentos da Netflix em março deste ano foi o  longa de ação "Operação Fronteira". O filme estrelado por Ben Affleck, Charlie Hunnam, Garret Hedlund, Oscar Isaac e Pedro Pascal conta a história de cinco amigos e ex-combatentes do exército americano quando eles planejam assaltar a casa de um poderoso narco-traficante mexicano no meio da floresta Amazônica.

Pra ser sincera eu não achei o filme ruim, mas fiquei com a impressão de que faltava algo na história que prendesse mais a minha atenção. A sensação que o filme passa é sempre de que algo  muito ruim vai acontecer, ou de que o plano vai dar todo errado, e de certa forma é isso mesmo que acontece, mas acho que não exatamente do jeito que eu esperava. 

Outra coisa que me incomodou muito foi o fato de que a relação dos personagens não é bem contextualizada, ou seja, a gente não sabe como a relação deles começa, quais as dívidas que eles têm uns com os outros ou o porquê deles verem o personagem Tom Davis (Ben Affleck) como sendo o principal líder da operação. As relações são construídas de uma maneira muito superficial e, no fim das contas, tanto fazia se alguém ia viver ou se tudo ia dar muito errado e todos iriam morrer. Os conflitos individuais de cada um dos cinco companheiros também não é muito bem explicado, a gente sabe que eles existem mas, de certa forma, isso não é bem explorado na história.



Um dos pontos positivos de Operação Fronteira é a escolha do elenco de peso, eu particularmente gosto de praticamente todos os atores escolhidos para interpretar os personagens principais e, gostaria de destacar aqui as atuações do Ben Affleck e do Oscar Isaac, acho que os dois tem bons momentos durante o longa e são os personagens mais bem desenvolvidos. No entanto apesar de gostar muito do Pedro Pascal (saudades Oberyn) eu achei que ele não se saiu muito bem no papel do piloto Francisco Morales.

Na minha visão Operação Fronteira é um filme mediano, não acho que ele seja uma obra prima da ação, mas acredito que ele cumpre bem seu papel de entreter, poderia ser melhor? Poderia, mas assisti-lo não foi uma completa perda de tempo ( como foi com Próxima parada: Apocalipse).

Veja o trailer abaixo:

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

MARVEL| Avengers, Assemble!

[TEXTO COM SPOILER]


Sábado a noite eu fui assistir  Vingadores: Ultimato e, assim como todos os fãs que vem acompanhando a saga destes heróis nos últimos dez anos, eu estava muito ansiosa e com medo tanto me decepcionar, quanto de perder alguns dos meus personagens favoritos. Então já vou começar este texto dizendo que eu não me decepcionei, o filme é excelente e apesar de longo em nenhum momento ele fica arrastado ou cansativo.
Vou listar aqui alguns pontos do filme que me fizeram vibrar na cadeira do cinema:
OUTROS ÂNGULOS DA HISTÓRIA
Como muitas teorias já vinham falando em Vingadores:Ultimato os heróis voltam no tempo para consertar o estrago feito pelo estalar de dedos do vilão Thanos (Josh Brolin). A questão é que  eles não voltam para a batalha contra o vilão e sim para pegar de volta as Jóias do Infinito e assim poder trazer de volta as pessoas que tinham virado poeira. Porém o mais interessante disso é que eles voltam exatamente para momentos específicos de filmes anteriores e…

SÉRIES| Divulgado hoje o trailer de 'Pearson'

A USA Network lançou o primeiro trailer de 'Pearson', a série, que será um spin-of de Suits, estreia ainda este ano.
Na trama vamos acompanhar a trajetória da advogada Jessica Pearson (Gina Torres) enquanto ela tenta se adaptar ao mundo (e submundo) da política em Chicago. O projeto foi feito por Aaron Korsh e Daniel Arkin, que também são os responsáveis por Suits.
Veja o trailer abaixo:




NETFLIX| É isso que dá ajudar Sementes Podres, babaca

O que um refugiado árabe que aplica pequenos golpes pode ensinar a um grupo de crianças marginalizadas? Essa pergunta é perfeitamente respondida em Sementes Podres (2018), que enche até o mais vazio dos corações de esperança.
Wael (Kheiron) um rapaz que cresceu vendo os horrores da vida, desde que perdeu os pais muito cedo, tenta se redimir ajudando um grupo de crianças que precisam cumprir detenção após a escola. Com o decorrer da história vamos conhecendo um pouco da intimidade das crianças, além de conhecermos a infância de Wael através de flashbacks. O ritmo do filme que lembra muito obras como “Mudança de Hábito” (1992) e “Ao mestre com carinho” (1967) é uma injeção de esperança em uma época que precisa acreditar que pessoas melhoram e podem dar certo.



Cheio de momentos marcantes, um pequeno diálogo chama a atenção quando o pequeno Wael (Aymen Wardane) fala para Monique (Ingrid Donnadieu) que Deus gosta de fazê-lo perder pessoas. Dirigido e roteirizado pelo próprio Kheiron, Seme…