Pular para o conteúdo principal

CRÍTICA| Velvet Buzzsaw



Eu comecei a assistir Velvet Buzzsaw sem ter lido nenhuma crítica sobre ele antes, tinha apenas visto os trailer e achei que a história poderia ser interessante. Confesso que achava que o filme traria um pouco mais de terror e jump scare, porém a história se localiza muito mais no gênero de suspense e isso pra mim foi um fator muito positivo.



Josephine (Zawe Ashton)  é uma jovem ambiciosa que trabalha na galeria de arte Haze, comandada pela elegantíssima Rhodora (Rene Russo), ao ver que está perdendo o prestígio com sua chefe, Josephine precisa urgente mostrar serviço e encontrar algo que mexa de verdade com o mercado de arte. A jovem acredita que a sorte lhe sorriu quando um de seus vizinhos, Vetril Dease,  morre de forma misteriosa e deixa um acervo imenso de obras macabras que encantam qualquer pessoa que coloque os olhos nelas, mas que ele queria veementemente destruir. Paralela a essa história nós também acompanhamos o personagem Morf (Jake Gyllenhaal), um famoso crítico de arte muito exigente que também enxerga nas obras de Daese uma oportunidade de alavancar ainda mais sua carreira.



Eu gosto muito desse tipo de filme de terror que foca muito mais no suspense e nos personagens humanos do que na história dos espíritos e na utilização excessiva de jump scare com a intenção de manter a tensão do espectador, um bom roteiro não precisa desse tipo de artifício, pois a forma como a história é construída e a conexão entre espectador e personagem já cumprem essa função por si só.

O roteiro e direção são de Dan Gilroy, também responsável pelo longa 'O abutre'. Em Velvet Buzzsaw  ele usa o personagem de Dease para fazer uma forte crítica ao mercado de arte atual, que segrega e limita as obras à um grupo muito seleto de pessoas que tem dinheiro. Morf, Haze, Josephine, Gretchen (Toni Collette) e Jon Dondon (Ton Sturridge) são os exemplos de como o mundo da arte funciona e por causa de sua ambição eles acabam sendo punidos.



Gostaria de ressaltar aqui a ótima atuação de Jake Gyllenhaal como o crítico Morf, apesar de ser um personagem bem caricato ele conseguiu encontrar o tom certo, fazendo com que o personagem não desandasse para a galhofa. Infelizmente não posso dizer o mesmo de Josephine, interpretada pela atriz Zawe Ashton, que sem encontrar o tom certo para sua personagem acabou exagerando nas caras e bocas que fazia, tornando as expressões muito superficiais.



Velvet Buzzsaw é um bom filme, que entrega o que promete e (pelo menos pra mim) não é o filme da vida, mas cumpre muito bem seu papel de puro e simples entretenimento. 

O longa está disponível na Netflix desde o dia 1 de fevereiro.

Veja abaixo o trailer:





Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

NETFLIX| É isso que dá ajudar Sementes Podres, babaca

O que um refugiado árabe que aplica pequenos golpes pode ensinar a um grupo de crianças marginalizadas? Essa pergunta é perfeitamente respondida em Sementes Podres (2018), que enche até o mais vazio dos corações de esperança.
Wael (Kheiron) um rapaz que cresceu vendo os horrores da vida, desde que perdeu os pais muito cedo, tenta se redimir ajudando um grupo de crianças que precisam cumprir detenção após a escola. Com o decorrer da história vamos conhecendo um pouco da intimidade das crianças, além de conhecermos a infância de Wael através de flashbacks. O ritmo do filme que lembra muito obras como “Mudança de Hábito” (1992) e “Ao mestre com carinho” (1967) é uma injeção de esperança em uma época que precisa acreditar que pessoas melhoram e podem dar certo.



Cheio de momentos marcantes, um pequeno diálogo chama a atenção quando o pequeno Wael (Aymen Wardane) fala para Monique (Ingrid Donnadieu) que Deus gosta de fazê-lo perder pessoas. Dirigido e roteirizado pelo próprio Kheiron, Seme…

TERROR| Vale a pena assistir ao filme "Mara"?

Esses dias eu vi algumas pessoas comentando sobre um filme de terror chamado "Mara" (2018) , sem saber muito bem que filme era esse fui verificar se ele estava disponível na Netflix para poder assisti-lo e dizer pra vocês se vale a pena ou não dedicar um tempo de vida a ele. 
O filme conta a história de Kate (Olga Kurylenko) uma psicóloga forense que se vê as voltas com um caso de assassinato misterioso no qual a única suspeita afirma que seu marido foi estrangulado na própria cama por um demônio do sono.

Eu achei que a história poderia ser interessante e, confesso que até fiquei com medo de não dormir a noite, já que eu tenho paralisia do sono e sou facilmente sugestionável. Porém o roteiro não entrega o que promete e acaba utilizando muitos 'jump scares' para assustar, esse recurso é tão utilizado que em dado momento o espectador já nem se assusta mais porque já está esperando por aquilo.
Outro ponto que também não me convenceu no filme foram as atuações, algumas …

SÉRIE| A maldição da residência Hill

Em outubro desse ano a Netflix estreou a primeira temporada da série de terror “A maldição da Residência Hill (The Haunting of Hill House)”, criada porMike Flanagane baseada no livro homônimo de Shirley Jackson (1959). A série conta a história da família Crane durante o período em moraram na mansão Hill e como os eventos que aconteceram na casa afetaram a família para sempre. Confesso que antes de assistir fiquei um pouco apreensiva, não porque tenho medo de filmes/ séries de terror (apesar de ser muito sugestionável), meu receio era a série ficar maçante com excessos de "jump scare", mas isso não aconteceu, os sustos são pontuais e a história fica muito mais focada no drama familiar.

Outro ponto a ser elogiado é a montagem dos episódios, os momentos em que passado e presente se intercalam foram construídos de maneira perfeita, sem ficar cansativo ou desgastante. É interessante reparar também que no inicio da série esses momentos eram avisados com legenda, mas depois foram fic…