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CRÍTICA| Polar não é o John Wick da Netflix


Assim que a Netflix começou a divulgar os trailers e imagens de Polar muita gente começou a comparar o personagem de Mads Mikkelsen como sendo o John Wick (Keanu Reeves) da Netflix, mas ontem depois de assistir ao filme eu posso afirmar pra vocês que Polar não chega nem perto do que foi "De volta ao jogo".

Baseado na graphic novel homônima publicada pela Dark Horse o filme acompanha a história do assassino de aluguel Duncan Vizla (Madds Mikkelsen) que, ao ser forçado a se aposentar, vira o alvo da firma em que trabalhou durante anos e, acaba se tornando a caça de um grupo de jovens assassinos psicopatas.



O filme exige uma suspensão de descrença muito grande quando coloca o grupo de assassinos agindo sempre juntos ao invés de se separarem para alcançar o objetivo mais rápido. Outra coisa que não entendi é fato deles terem um sniper que poderia matar qualquer um a distância, mas que só atira para imobilizar enquanto os outros fazem o trabalho, simplesmente não faz sentido.

O roteiro é fraco e preguiçoso, sempre busca as saídas mais fáceis para os problemas, mas erra principalmente quando tenta utilizar de artifícios cômicos para entreter o espectador, o problema é que na maioria das vezes as cenas não tem graça e, ás vezes são até desnecessárias.

Outro ponto que o roteiro peca é na construção da relação entre os personagens, tudo é muito superficial, posso citar um exemplo, a personagem  Camille (Vanessa Hudgens) se torna amiga e interesse amoroso de Duncan, a relação dos dois não é construída de uma maneira que convence o espectador. Sem contar que pra mim já era esse lance da 'novinha' se envolvendo com o 'tiozão' misterioso.



A verdade é que essa relação só acontece porque o roteiro foi pretensioso o suficiente em acreditar que as cenas finais entre os dois seriam um plot twist de fazer inveja ao  M. Night Shyamalan, mas na verdade o máximo que elas conseguem despertar é um "Ah-tá, era melhor ter ido ver o filme do Pelé" (pegaram a referência?)



Na minha humilde opinião a única coisa que se salva em Polar é a atuação de Mads Mikkelsen, ele é perfeito para o papel de um assassino frio e calculista (já vimos isso em Hannibal) e dá um tom soturno muito bom ao personagem, uma pena que tudo isso é desperdiçado com a galhofa que é o restante do filme.

Polar está disponível na Netflix desde o dia 25 de janeiro, o longa foi dirigido por Jonas Akerlund, diretor famoso por fazer videoclips de cantores como Madonna, Metallica e Roxette. O roteiro foi escrito por Jayson Rothwell

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