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CRÍTICA| O ‘Vidro’ estava mais ‘Fragmentado’ do que pensávamos




Vidro (2019) estreou em janeiro para fechar a trilogia iniciada por M. Knight Shyamalan em 2000 com ‘Corpo Fechado’. Conectando os dois primeiros capítulos e encerrando o arco dos super-heróis da vida real o filme que estreou com um elenco de peso (Samuel L. Jackson, Bruce Willis, James McAvoy e Sarah Paulson), foi apenas um filme pouco interessante com explicações jogadas e falta de vontade em aprofundar em uma história que já é, por natureza, extremamente profunda.




Para quem acompanhou os dois primeiros filmes e aguardava alguma inovação que se equiparasse aos planos “quadrinescos” de Corpo Fechado, onde o elenco era filmado através de janelas ou espelhos para criar a sensação de história em quadrinhos ou os diversos planos de câmera que expandem ainda mais as personalidades de Kevin (James McAvoy).

Dessa vez temos um pouco apenas de psicologia das cores para diferenciar os personagens, M. Knight Shyamalan, usou o Twiter para explicar a escolha da paleta de cores para cada personagem. O Vigilante, David Dunn (Bruce Willis), apresentado pela cor verde, de acordo com Shyamalan ele escolheu essas cores da Dunn pois estão associadas a vida, representando que o herói é o protetor da vida. Kevin, apresentado pela cor amarela, o diretor afirma que essa cor está associada a cultos religiosos Hindu e Budista, e que a ‘Besta’ é como um evangelista. E  Mr. Glass, Elijah (Samuel L. Jackson), representado pelo púrpura, para Shyamalan o púrpura está relacionado com a realeza pois Elijah se vê como um protagonista de quadrinhos.




No mais, ‘Vidro’ apostou em resoluções fáceis para concluir a história de maneira rápida sem muitas explicações, algo nem um pouco característico de um diretor que carrega no currículo uma obra do peso de ‘O sexto sentido’ (1999). O filme desperdiçou o potencial do diretor e do elenco para explicar uma história extremamente ampla de maneira rala e pouco complexa, transformando uma grande obra apenas em um blockbuster.

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