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CRÍTICA| O Justiceiro


Em janeiro a Netflix disponibilizou a segunda temporada de O Justiceiro. Eu já deixei aqui no blog algumas impressões que eu tive acerca do primeiro episódio e, quais eram as minhas expectativas para o restante da série. Nesta nova aventura Frank Castle (Jon Bernthal) entra em uma confusão enorme ao tentar ajudar a Amy (Georgia Whighan), uma garota que se envolveu com gente da pesada. Paralelo a isso Frank também terá que lidar com alguns fantasmas do seu passado.



Vou começar falando das coisas que me agradaram nesta temporada. A história da Amy é um arco muito interessante e de todos os personagens acho que ela foi a melhor pareceria para o Frank. Ela consegue amenizar e fazê-lo refletir sobre a agressividade dele sem cair na chatice que que foi a personagem da Karen Page (Deborah Ann Woll) na primeira temporada. Achei muito legal como a relação dos dois foi sendo construída ao longo dos episódios e, como eles se tornaram importantes um para o outro, de um jeito muito fraterno e verdadeiro. Ambos perderam tudo e de verta forma isso conectava os dois.



Outro ponto positivo é o  personagem John ( ou Robert, ninguém usa o nome verdadeiro nesta série), interpretado por Josh Stewart, ele é o responsável por matar os amigos da Amy e, pela caçar ela e Frank. A principio você pode achar que ele é apenas um capanga fanático religioso, mas ao poucos você percebe que ele também é uma pessoa cheia de fantasmas no passado e que acaba sendo obrigado a se envolver em uma trama maior do que ele, mesmo quando na verdade só o que queria era estar em casa com os filhos e a mulher doente.


De um modo geral achei a trama melhor do que a da primeira temporada que em alguns pontos foi muito arrastada e com cenas de ação excelentes e muito bem executadas. Porém esta temporada de O Justiceiro caiu no mesmo erro da segunda temporada de Demolidor, havia duas tramas principais acontecendo ao mesmo tempo que, a principio eu pensei que se cruzariam, mas infelizmente isso nunca chega a acontecer.



Em um dado momento o melhor amigo de Frank, Curtis (Jason R. Moore), fala  que ele tem  que lutar uma luta de cada vez, na verdade essa é uma pista do que o roteiro vai fazer, neste ponto da temporada a história da Amy é deixada de lado por um tempo para que a briga entre Frank e Russo possa acontecer. O problema de ter duas tramas assim acontecendo é que isso acaba atrapalhando o fio condutor da série, quando você começa a se envolver com uma trama eles cortam para contar a outra, acho que isso pode prejudicar o interesse do público.


Acredito que para essa questão levantada aqui há pelo menos duas soluções bem simples: ou as duas tramas se cruzam em algum ponto da história e os dois inimigos comuns passam a lutar lado a lado ou, a temporada deveria ser mais curta e focar em apenas uma trama, neste caso eu escolheria a da Amy, porque achei os personagens muito mais interessantes.

Gosto muito da interpretação do Ben Barnes dando vida ao personagem do Billy Russo, acho que ele foi muito bem tanto nesta quanto na primeira temporada, porém a caracterização dele como Retalho ficou muito, muito, muito aquém do esperado, qualquer barbinha leve já tampava quase todas aquelas cicatrizes, toda vez que ele choramingava pelo que o Frank fez com ele eu pensava no que ele fez com a família do Frank e achava que ele fez foi pouco, boa parte da série a cara do Justiceiro está mais estraçalhada do que a dele.


E para terminar mais uma coisa que me incomodou na série mas que eu gostei da forma como Frank lidou com isso. O tempo todo Madani (Amber Rose Revah) e Curtis criticam a forma de agir do Justiceiro, dizem que ele está fora de controle, que está parecendo com o Billy, que não era pra ele ser assim, que as atitudes dele não o tornam melhor do que quem ele mata, porém, quando o cerco aperta os dois acabam chamando o Frank para resolver. Por outro lado é a primeira vez que o Frank aceita a forma como ele é, entende que ele sempre foi assim e que, não foi a morte da família que o deixou desse jeito, então quem quiser a ajuda dele, já sabe como é seu modus operandi.



Gostei muito desta segunda temporada, espero que a Netflix renove e que a gente tenha a chance de acompanhar um pouco mais das aventuras do Justiceiro. Então se você gosta de séries de ação, com muita violência, mas que tem ali uma trama acontecendo, eu super indico a série do Punisher.

Veja abaixo o trailer desta temporada:

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