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CRÍTICA| Como eu era antes de você


Há algum tempo eu li o livro "Como eu era antes de você" da escritora britânica Jojo Moyes e, confesso que fiquei muito animada quando soube que o livro teria uma adaptação para o cinema com Sam Claflin e Emilia Clarke para os papeis dos protagonistas Will e Lou.

Na história Will (Claflin) é um jovem que tinha muito amor pela vida mas que tem seu mundo destruído após ficar tetraplégico após um acidente de moto (ele foi atropelado). Sem poder se locomover Will volta para casa dos pais e dois anos após o acidente ele conhece a carismática Lou (Clarke), uma jovem com gosto peculiares para roupas e com um grande coração.



No início a relação dos dois não é boa pois Will está amargurado por causa de sua condição, mas aos poucos Lou consegue quebrar o gelo e os dois começam a construir uma relação de amizade, carinho e amor. O plot da história é que Will não deseja mais viver, ele sofre muito com seu estado (tanto física quanto emocionalmente) e já decidiu por um fim a sua história através do suicídio assistido. Por um tempo Lou acredita que pode persuadir o rapaz mas, inevitavelmente ela se dá conta de que ele já tomou e sua decisão independente de qualquer coisa que acontecesse.

Uma das coisas que eu mais gosto nesta história é a forma como os personagens mudam a vida um do outro. Will ensina a Lou que a vida pode ser muito mais do aquilo que ela conhece, mostra a ela novas possibilidades que antes ela havia simplesmente ignorado, enxerga nela uma pessoa com potencial gigante mas que se podou muito ao longo da vida. Em contrapartida Lou dá um novo sentido aos últimos dias de Will, é como se ela tivesse sido a luz de seus dias que há muito tempo andavam escuros. 



Achei que o filme é muito fiel ao livro, obviamente algumas partes foram simplificadas para que a histórias das telonas tivesse mais fluidez. Sam e Emília tem uma química muito boa e gostei do tom que eles deram aos seus personagens, realmente achei que eles foram cativantes no papel dos protagonistas. Obviamente o filme não é a maior obra da sétima arte que você verá, mas ele também não me parece se vender com essa pretensão. É um bom filme que consegue entregar algumas e risadas e muitas lágrimas (pelo menos pra mim que sou chorona).


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