Pular para o conteúdo principal

CRÍTICA| Close

Filme de ação da Netflix  não convence apesar da boa atuação de  Noomi Rapace





Quando eu vi o trailer de 'Close' na aba de estreias da Netflix fiquei muito animada,  eu gosto muito de filmes de ação e raramente nós temos a oportunidade de ver uma mulher no papel de protagonista bad ass. Talvez meu maior erro foi exatamente ter criado essa expectativa, porque apesar do filme não ser péssimo, também não me animou como o trailer prometia.

Na história, Sam (Noomi Rapace) é uma guarda-costa que recebeu a missão de proteger a jovem Zoe Tanner (Sophie Nélisse), herdeira de uma das maiores mineradoras do Marrocos. Tudo parecia muito simples até que a fortaleza que a jovem estava é atacada por bandidos que querem matá-la, então Sam e Zoe são obrigadas a fugir.



O filme cai em vários clichês de filmes de ação, desde a personagem misteriosa que não se conecta com ninguém, até a 'herdeira patricinha' que tem problemas de rebeldia, porém o que mais me incomodou foi o suspense super mal desenvolvido entre as personagens principais e a personagem de Indira Varma (madrasta de Zoe). O tempo todo eles tentam construir uma narrativa de que ela é a mandante da tentativa de assassinato da enteada, mas além dessa narrativa não se mostrar consistente ao longo do filme, é péssimo o momento que eles tentam revelar uma reviravolta.

Outro ponto que o roteiro de Close deixou muito a desejar foi na construção de um vilão claro, a gente não sabe direito qual é o inimigo a ser combatido e infelizmente na fraca tentativa de criar um suspense ele se esquece de mostrar ao público e às personagens quem é a real persona a ser temida ou enfrentada.



Poderia dizer que o baixo orçamento talvez tenha prejudicado o filme, mas verdade é que isso não desculpa quando se tem um roteiro e uma direção criativas, basta olhar o primeiro filme do DeadPool, as saídas foram criativas quando o bolso não estava cheio.




Para não dizer que o filme apenas prometeu e não cumpriu gostaria de elogiar aqui a atuação de Noomi Rapace como a guarda-costa Sam, apesar do roteiro fraco ela consegue entregar uma personagem forte. O mesmo já não posso dizer da personagem de Sophie Nélisse, infelizmente a atuação dela é sem graça e é muito difícil se apegar ou simpatizar pela jovem Zoe. 



Não acho que o filme seja uma completa perda de tempo, mas assista com as expectativas bem baixas porque ele não vai te entregar nada demais e nem te surpreender, no entanto acho que ele vale a chance que você vai dar. Vale lembrar também  que esse é um dos primeiros trabalhos da jovem cineasta Vick Jewson, tem muita gente com mais anos de estrada que não consegue entregar nem metade do que ela entregou.


Confira o trailer abaixo:

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

TERROR| Vale a pena assistir ao filme "Mara"?

Olga Kurylenko no filme "Mara" Esses dias eu vi algumas pessoas comentando sobre um filme de terror chamado "Mara" (2018) , sem saber muito bem que filme era esse fui verificar se ele estava disponível na Netflix para poder assisti-lo e dizer pra vocês se vale a pena ou não dedicar um tempo de vida a ele.  O filme conta a história de Kate (Olga Kurylenko) uma psicóloga forense que se vê as voltas com um caso de assassinato misterioso no qual a única suspeita afirma que seu marido foi estrangulado na própria cama por um demônio do sono. Imagem do filme "Mara", de Clive Tonge Eu achei que a história poderia ser interessante e, confesso que até fiquei com medo de não dormir a noite, já que eu tenho paralisia do sono e sou facilmente sugestionável. Porém o roteiro não entrega o que promete e acaba utilizando muitos 'jump scares' para assustar, esse recurso é tão utilizado que em dado momento o espectador já nem se assusta mais p

NETFLIX| É isso que dá ajudar Sementes Podres, babaca

O que um refugiado árabe que aplica pequenos golpes pode ensinar a um grupo de crianças marginalizadas? Essa pergunta é perfeitamente respondida em Sementes Podres (2018), que enche até o mais vazio dos corações de esperança. Wael (Kheiron) um rapaz que cresceu vendo os horrores da vida, desde que perdeu os pais muito cedo, tenta se redimir ajudando um grupo de crianças que precisam cumprir detenção após a escola. Com o decorrer da história vamos conhecendo um pouco da intimidade das crianças, além de conhecermos a infância de Wael através de flashbacks. O ritmo do filme que lembra muito obras como “Mudança de Hábito” (1992) e “Ao mestre com carinho” (1967) é uma injeção de esperança em uma época que precisa acreditar que pessoas melhoram e podem dar certo. Cheio de momentos marcantes, um pequeno diálogo chama a atenção quando o pequeno Wael (Aymen Wardane) fala para Monique (Ingrid Donnadieu) que Deus gosta de fazê-lo perder pessoas. Dirigido e roteiri

GOT| Os melhores e os piores momentos do 3º episódio

Este domingo foi ao ar o terceiro episódio da ultima temporada de Game of Thrones , se você assim como eu é fã da série provavelmente estava muito ansioso por este momento, afinal depois de oito anos andando em círculos além da muralha finalmente o Rei da Noite chegaria em Winterfell , com seu dragão zumbi e seu exércitos de mortos-vivos para travar o que seria a batalha mais épica da história da TV. Apesar de ter sido um bom episódio, algumas escolhas de roteiro deixaram muito a desejar e acabaram decepcionando alguns fãs da série, pensando nisso nós listamos aqui os seis melhores e os cinco piores momentos da Batalha de Winterfell . ATENÇÃO ESTE TEXTO TEM SPOILER DO EPISÓDIO DE ONTEM, SE VOCÊ NÃO ASSISTIU AINDA VOLTE MAIS TARDE OU LEIA POR SUA CONTA EM RISCO! A MISSÃO DE MELISANDRE Eu estou muito longe de transformar a Melisandre (Carice Van Houten) na rainha da série, a morte da Shireen ainda estava entalada na minha garganta no episódio de ontem e eu olhav