Pular para o conteúdo principal

Postagens

Mostrando postagens de Fevereiro, 2019

CRÍTICA| Como eu era antes de você

Há algum tempo eu li o livro "Como eu era antes de você" da escritora britânica Jojo Moyes e, confesso que fiquei muito animada quando soube que o livro teria uma adaptação para o cinema com Sam Claflin e Emilia Clarke para os papeis dos protagonistas Will e Lou.
Na história Will (Claflin) é um jovem que tinha muito amor pela vida mas que tem seu mundo destruído após ficar tetraplégico após um acidente de moto (ele foi atropelado). Sem poder se locomover Will volta para casa dos pais e dois anos após o acidente ele conhece a carismática Lou (Clarke), uma jovem com gosto peculiares para roupas e com um grande coração.


No início a relação dos dois não é boa pois Will está amargurado por causa de sua condição, mas aos poucos Lou consegue quebrar o gelo e os dois começam a construir uma relação de amizade, carinho e amor. O plot da história é que Will não deseja mais viver, ele sofre muito com seu estado (tanto física quanto emocionalmente) e já decidiu por um fim a sua históri…

CRÍTICA| Um limite entre nós

Aproveitando que ainda estamos na semana do Oscar resolvi escrever sobre o filme "Um limite entre nós" (Fences no original), ele concorreu a quatro estatuetas no ano de 2017, levando a de Melhor Atriz Coadjuvante para a maravilhosa Viola Davis, dona do meu coração.
Na história nós vemos Troy Maxton (Denzel Washington) um  de meia homem amargurado pelas adversidades que a vida lhe impôs. Quando mais jovem ele sonhava em ser jogador de beisebol mas fatores como sua idade (um pouco avançada para o esporte) e a cor de sua pele (ele era negro) foram fatores que infelizmente acabaram impedindo de que tivesse sucesso na carreira e, agora ele trabalha com coletor de lixo.
Troy teve uma infância difícil com um pai extremamente abusivo e violento e isso acaba influenciando no relacionamento que ele tem com seus dois filhos. Claramente ele se enxerga apenas como o provedor da família e por isso ele acaba tendo conversas muito duras, principalmente com seu filho Cory (Jovan Adepo), que…

CRÍTICA| Os outros

Os Outros conta a história de Grace Stweart (Nicole Kidman) uma mulher que vive enclausurada em um grande mansão a espera de seu marido Charles ( Christopher Eccleston), um homem que nunca voltara para casa depois do fim da Segunda Guerra. Os filhos de Grace, Anne (Alakina Mann) e Nicholas (James Bentley), sofrem de uma rara doença que os torna sensíveis a luz, e por isso a casa vive mergulhada em um clima sombrio, muito típico aos filmes de terror.
Grace é uma mulher muito rígida em seus comportamentos e uma católica fervorosa, suas crenças não a deixam acreditar nos eventos sobrenaturais que seus filhos vem relatando a algum tempo, como por exemplo a presença de outras pessoas na casa. Grace se mantém cética até a chegada de três figuras misteriosas a mansão, Bertha (Fionnula Flanagan), Lydia (Elaine Cassydi) e Edmund (Eric Sykes), são três antigos empregados que retornam a casa para ajudar Grace.



Apesar de ser um filme de terror o roteiro não utiliza de recursos como o famoso jump …

NETFLIX| Filmes ganhadores do Oscar pra você assistir hoje!

Neste final de semana (24 de fevereiro) acontece a 91ª edição do Oscar, um dos maiores eventos do cinema mundial e que tem como objetivo premiar os melhores da indústria do ano anterior.  Como os tempos estão difíceis e ir ao cinema está muito caro, separei aqui alguns filmes que já disputaram a estatueta e que agora estão disponíveis na Netflix.

A GAROTA DINAMARQUESA (2016)



O filme começa no ano de 1926 e conta a história de Lili Elber (Eddie Redmayune), uma das primeiras mulheres trans a conseguir fazer a cirurgia de redesignação sexual. O filme mostra  o processo de descoberta de Lili quando ela ainda era vista pela sociedade como Einar, seus dramas pessoais e a relação ora parceira ora conturbada com sua então esposa Gerda (Alicia Vikander).

FROZEN (2014)



A corajosa e romântica  Princesa Anna parte em uma aventura congelante em busca de sua irmã, a Rainha Elsa. No caminho ela faz amizade com Kristof, um vendedor de gelo e sua carismática rena Sven, juntos eles tentam convencer Elsa…

CRÍTICA| The Umbrella Academy: Sobre questões familiares e a impossibilidade de mudar o destino

Todas as famílias têm seus momentos de desentendimento. Sejam brigas entre irmãos, discordância com os pais ou coisas do tipo, com a família Hargreeves, protagonistas da serie The Umbrella Academy (2019), inspirada nos quadrinhos de Gerard Way (My Chemical Romance) e Gabriel Bá, não é diferente. Formada por sete irmãos adotivos que nasceram exatamente no mesmo dia e hora em um evento misterioso que envolveu 49 mulheres que deram a luz ao mesmo tempo sem ao menos estarem grávidas.


A família de The Umbrella Academy tem todos os problemas que uma família comum tem, exceto pelo fato de que as famílias comuns não andam por aí tentando deter o apocalipse, Luther (Tom Hopper), Diego (David Castaneda), Alisson (Emily Raver-Lampman), Klaus (Robert Sheehan), Ben (Ethan Hwang), Five (Adam Gallagher) e Vanya (Ellen Page) têm praticamente os mesmos problemas que qualquer irmão tem por aí. Sejam divergências ou tentativa de superproteção, os irmãos superpoderosos poderiam fazer parte da minha ou d…

DICAS| 5 livros para quem quer conhecer Stephen King

Stephen King é uma verdadeira máquina de lançamentos. Com mais de 80 livros lançados, o escritor nascido em 1947 no estado do Maine (EUA) se mantém pertinente na cultura pop dia após dia, com diversas obras sendo adaptadas e readaptadas para o cinema e para a TV. 

Abaixo confira cinco obras para quem quer se aventurar e conhecer um pouco sobre a obra de Stephen King mas não sabe por onde começar:
5 – A Maldição do Cigano (1984)

Bill Halleck é um advogado que não tem muitos problemas em sua rotina além de seu excesso de peso. Sua vida segue normalmente até que um dia atropela uma velha cigana. Saindo impune pela justiça, Bill vê sua vida mudar quando o patriarca cigano, Taduz Lemke, sopra a maldição apenas pronunciando a palvra ‘emagrecido’ para Halleck. Daí em diante o advogado se vê em uma corrida para descobrir uma forma de quebrar a maldição enquanto perde peso sem parar.


4 – O Iluminado (1977)

Jack Torrence resolve aceitar o trabalho de caseiro do hotel Overlook durante o inverno. Sabe…

NOTÍCIA| Diretor de "500 dias com ela" produzirá adaptação de animação japonesa

O portal Deadline informou que Marc Webb, conhecido por  "(500) dias com ela" (2009) e "Espetacular Homem-Aranha 1 e 2" (2012 e 2014) está a frente de uma adaptação live action da animação "Kimi no na wa" (2016). O longa que no ocidente é conhecido como 'Your Name' conta a história de dois jovens que podem trocar de corpo por motivos mágicos que transformam o destino de ambos.

De acordo com o portal a produtora japonesa pediu que algumas mudanças no roteiro fossem realizadas, afirmando que um live action japonês poderia ser feito por eles mesmos.

O Deadline também afirmou que esta seria a sinopse do filme: "Uma jovem mulher nativo-americana vivendo em uma área rural e um jovem rapaz de Chicago descobrem que podem trocar de corpos mágica e intermitentemente. Quando um desastre ameaça virar suas vidas de ponta-cabeça, eles precisam entrar em uma jornada e salvar seus mundos”.

CRÍTICA| Close

Filme de ação da Netflix  não convence apesar da boa atuação de  Noomi Rapace



Quando eu vi o trailer de 'Close' na aba de estreias da Netflix fiquei muito animada,  eu gosto muito de filmes de ação e raramente nós temos a oportunidade de ver uma mulher no papel de protagonista bad ass. Talvez meu maior erro foi exatamente ter criado essa expectativa, porque apesar do filme não ser péssimo, também não me animou como o trailer prometia.
Na história, Sam (Noomi Rapace) é uma guarda-costa que recebeu a missão de proteger a jovem Zoe Tanner (Sophie Nélisse), herdeira de uma das maiores mineradoras do Marrocos. Tudo parecia muito simples até que a fortaleza que a jovem estava é atacada por bandidos que querem matá-la, então Sam e Zoe são obrigadas a fugir.


O filme cai em vários clichês de filmes de ação, desde a personagem misteriosa que não se conecta com ninguém, até a 'herdeira patricinha' que tem problemas de rebeldia, porém o que mais me incomodou foi o suspense super mal…

CRÍTICA| O ‘Vidro’ estava mais ‘Fragmentado’ do que pensávamos

Vidro (2019) estreou em janeiro para fechar a trilogia iniciada por M. Knight Shyamalan em 2000 com ‘Corpo Fechado’. Conectando os dois primeiros capítulos e encerrando o arco dos super-heróis da vida real o filme que estreou com um elenco de peso (Samuel L. Jackson, Bruce Willis, James McAvoy e Sarah Paulson), foi apenas um filme pouco interessante com explicações jogadas e falta de vontade em aprofundar em uma história que já é, por natureza, extremamente profunda.




Para quem acompanhou os dois primeiros filmes e aguardava alguma inovação que se equiparasse aos planos “quadrinescos” de Corpo Fechado, onde o elenco era filmado através de janelas ou espelhos para criar a sensação de história em quadrinhos ou os diversos planos de câmera que expandem ainda mais as personalidades de Kevin (James McAvoy).
Dessa vez temos um pouco apenas de psicologia das cores para diferenciar os personagens, M. Knight Shyamalan, usou o Twiter para explicar a escolha da paleta de cores para cada personagem.…

CRÍTICA| Porque você deve assistir Dumplin

Dumplin é um filme baseado no livro homônimo de Julie Murphy, na história, Willowdean ( Danielle Macdonald) decide entrar no concurso de miss da cidade para afrontar sua mãe, Rosie (Jennifer Aniston), ex-miss e atual organizadora do concurso de beleza. A inscrição de Will para a competição se torna uma forma de protesto e incentiva outras garotas fora dos padrões a se inscreverem também para o concurso.
A primeira coisa que eu gostaria de falar sobre o filme é sobre como ele não coloca mulheres como vilãs ou megeras da história. No começo nós vemos a personagem de Jennifer Aniston apenas pelo olhar de Willowdean e, como elas não tem uma boa relação, nós tendemos a achar que Rosie é uma péssima pessoa, porém com o decorrer da história nós entendemos um pouco mais sobre as nuances da personagem. Will também não é uma mocinha clássica, às vezes na verdade ela é bem babaca com as pessoas que a cercam e, acaba descontando suas inseguranças e preconceitos em quem está por perto.


Lendo sobre…

CRÍTICA| Mary Shelley e a criação que vem da solidão

Há mais de duzentos anos a autora Mary Shelley dava vida a uma das criaturas mais emblemáticas da literatura fantástica mundial, para celebrar esta data a diretora Haifaa Al-Mansour e a roteirista Emma Jensen transformaram em filme todo o processo criativo que culminou na criação do monstro de Victor Frankenstein.
A jovem Mary Wollstonecraft Goldwin (Elle Fanning) é obrigada a deixar Londres e ir para Escócia devido à uma série de desentendimentos com sua madrasta. Durante esta temporada longe de casa ela conhece o jovem e famoso poeta Percy Shelley (Douglas Booth) por quem tem uma paixão quase que instantânea. Sem saber que seu pretendente era casado, Mary se envolve com ele e, assim começa sua intensa jornada de paixões e decepções que culminarão na criação da Criatura.


Durante o breve período que se passa a história do filme Mary enfrenta a perda de sua primeira filha com Shelley, que a faz desmoronar em uma profunda depressão, lida com o jeito disfuncional do parceiro e com a car…

CRÍTICA| Boneca Russa traz frescor para uma fórmula batida

Ao completar 36 anos a programadora Nadia Vulvokov (Natasha Lyonne) acaba morrendo atropelada, mas como um bug no sistema, ela sempre acaba retornando ao fatídico dia de seu aniversário. A premissa da série nem de longe é algo novo, afinal de contas em 1993 o filme Feitiço do Tempo já trazia consigo uma ideia muito parecida, assim como o recente A morte de dá parabéns (2017). 
A nova série da Netflix tinha tudo para se tornar arrastada e cansativa porque aposta em uma temática que tende a ficar se repetindo, porém acerta muito ao fazer uma temporada curta,  contando com apenas oito episódios, com menos de trinta minutos  cada. Outra boa aposta do roteiro é alterar a forma como as coisas acontecem, ou seja nem sempre a personagem vai morrer da mesma forma, as reações das pessoas também mudam em determinadas situações, e por mais que a personagem principal tente se proteger ela nunca consegue fugir do próprio destino.


Os primeiros episódios são muito bons mas confesso que tive um pouco…