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CRÍTICA| Você está no controle em Bandersnatch?


Manhã do último domingo de 2018, data que exerci o poder de escolha e decidi, juntamente com minha namorada, conferir a experiência interativa recém lançada pela Netflix, Black Mirror: Bandersnatch.
Após as explicações iniciais de como funcionaria o sistema de escolhas, que nos dá 10 segundos para decidir qual rumo a história irá tomar iniciamos nossa jornada na vida de Stefan em sua jornada para criar o jogo homônimo ao filme.
A sensação de poder escolher o rumo da história é bem interessante, porém o excesso de metalinguagem já nos indica que não é bem assim. Logo no início somos direcionados a fazer escolhas básicas como o tipo de cereal que Stefan irã comer no café da manhã ou qual música ele irá ouvir em seu Walkman (o filme é ambientado em 1984).
Referência ao episódio Metal Head de Black Mirror.
Tanto Metal Head como Bandersnatch foram dirigidos por David Slade
Mais à frente quando Stefan está apresentando seu jogo nos estúdios Tuckersoft recebemos a informação mais broxante de toda a obra. Dependendo da sua escolha você é agraciado com a bela fala: “Escolha errada!”, vinda de um dos personagens e a história se encaminha para um paradoxo, te levando a um ponto onde você terá que decidir por repetir a cena anterior ou voltar para o início do filme. Ou seja, você não está tão no controle assim. Talvez, você nem esteja no controle, o que acontece é que você acredita que está, assim como Stefan acredita, a diferença é que Stefan não fica frustrado com o roteiro arrastado e os finais pouco interessantes que Bandersnatch te leva. Nem mesmo as referências a Donnie Darko e ao episódio Metalhead (que na minha opinião é o mais chato de Black Mirror e, assim como Bandersnatch, é dirigido por David Slade) salvam a obra.

Veja também:
A maldição da residência Hill

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