Pular para o conteúdo principal

SÉRIE| A maldição da residência Hill

Foto: Copyright Steve Dietl/Netflix

Em outubro desse ano a Netflix estreou a primeira temporada da série de terror “A maldição da Residência Hill (The Haunting of Hill House)”, criada por Mike Flanagan e baseada no livro homônimo de Shirley Jackson (1959). A série conta a história da família Crane durante o período em moraram na mansão Hill e como os eventos que aconteceram na casa afetaram a família para sempre.
Confesso que antes de assistir fiquei um pouco apreensiva, não porque tenho medo de filmes/ séries de terror (apesar de ser muito sugestionável), meu receio era a série ficar maçante com excessos de "jump scare", mas isso não aconteceu, os sustos são pontuais e a história fica muito mais focada no drama familiar.

Outro ponto a ser elogiado é a montagem dos episódios, os momentos em que passado e presente se intercalam foram construídos de maneira perfeita, sem ficar cansativo ou desgastante. É interessante reparar também que no inicio da série esses momentos eram avisados com legenda, mas depois foram ficando tão naturais e bem feitos que quem estava assistindo não precisava mais desse aviso.

Não gosto muito de fazer comparações entre obras, mas se tivesse que comparar "A maldição da Residência Hill" com outras obras recentes certamente seria com Hereditário (2018) ou A Bruxa (2015), vou explicar por que, o que te prende na história não são os sustos, nem os fantasmas, o que prende o espectador é o drama da família, como ela vai se desgastando ao longo dos episódios e como em alguns momentos você duvida da sanidade deles. A tensão existe, mas você não precisa pular de susto pra perceber que há algo de errado acontecendo.



O episódio final da série não deixa um gancho para uma possível segunda temporada, a história dos Crane foi fechada e o melhor seria deixar essa pobre família em paz, então pra série continuar outras pessoas terão que sofrer...  afinal os Crane não foram os únicos amaldiçoados pela residência Hill.

Conta pra gente nos comentários o que você achou dessa série e se você acha que ela deve continuar ou não?


Veja também:

Vale a pena assistir ao filme "Mara"?


Comentários

  1. Li que havia uma intenção de fazer um final diferente. Achei que não tinha necessidade, do jeito que acabou ficou muito bom.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Acho tbm que ficou muito bom o jeito que terminou. Gosto da ideia de outras ideias serem exploradas.

      Excluir

Postar um comentário

Postagens mais visitadas deste blog

CRÍTICA| Loja de Unicórnios e a singela mensagem de amadurecimento

Loja de Unicórnios entrou para o o catálogo da Netflix Brasil no ultimo dia 05 de abril. O longa foi o primeiro trabalho como diretora da atriz Brie Larson (Capitã Marvel, 2019), ela também estrela a produção. Loja de Unicórnios foi lançado em 2017 e é uma adaptação do roteiro escrito por Samantha McIntyre.
Kit (Larson)  é uma jovem que ao ser expulsa da faculdade de Artes começa a se sentir um perfeito fracasso. Sem saber muito o que fazer de sua vida, ela teve que voltar a morar na casa dos pais e começa a tentar se adequar em um perfil que simplesmente não cabe nela. Após encontrar um emprego temporário em um escritório de comunicação, Kit recebe um convite para ir até A Loja, lá ela conhece o Vendedor (Samuel L. Jackson) e ele lhe oferece a incrível oportunidade de comprar seu próprio Unicórnio, mas antes ela precisa preencher alguns requisitos.


Este foi um filme que conversou muito comigo, porque a personagem passa por todo um processo para enfim conseguir se reencontrar. Ao ser …

CRÍTICA| Operação Fronteira: um bom elenco para um roteiro mediano

Um dos lançamentos da Netflix em março deste ano foi o  longa de ação "Operação Fronteira". O filme estrelado por Ben Affleck, Charlie Hunnam, Garret Hedlund, Oscar Isaac e Pedro Pascal conta a história de cinco amigos e ex-combatentes do exército americano quando eles planejam assaltar a casa de um poderoso narco-traficante mexicano no meio da floresta Amazônica.
Pra ser sincera eu não achei o filme ruim, mas fiquei com a impressão de que faltava algo na história que prendesse mais a minha atenção. A sensação que o filme passa é sempre de que algo  muito ruim vai acontecer, ou de que o plano vai dar todo errado, e de certa forma é isso mesmo que acontece, mas acho que não exatamente do jeito que eu esperava. 
Outra coisa que me incomodou muito foi o fato de que a relação dos personagens não é bem contextualizada, ou seja, a gente não sabe como a relação deles começa, quais as dívidas que eles têm uns com os outros ou o porquê deles verem o personagem Tom Davis (Ben Affleck

CRÍTICA| Durante a tormenta

Durante a tormenta é um filme de drama/suspense espanhol, o longa foi lançado em 2018 e chegou este mês na Netflix. Devido a uma falha  no espaço-tempo causada por uma tempestade a jovem Vera Roy ( Adriana Ugarte) salva a vida de um garoto que morreu atropelado em 1989, no entanto ao mudar o passado ela também altera o futuro e faz com que  sua mude vida completamente.
Há muito tempo o cinema traz histórias de viagem no tempo e, um ponto em comum que a gente aprendeu em várias delas é que não se pode alterar o passado sem que haja muitas consequências no futuro. Em 'Durante a tormenta', Vera (Ugarte), perdeu sua filha, seu marido e toda a vida que ela conseguia se lembrar, mas com a ajuda do Inspetor Leyra (Chino Darín) ela vai tentar recuperar o que deixou para trás. Porém o que Vera (Ugarte) não se deu conta é que  em sua busca para recuperar uma vida antiga ela acabou não se importando em como estaria sua vida atual nesta nova realidade. 


Eu gostei muito de como o filme tra…